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Ao RJ1, Paes promete sistema único de segurança, tirar Riocard das empresas de ônibus e criar Secretaria de Integridade

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16 de Setembro de 2026 às 15:41
6 min de leitura
Ao RJ1, Paes promete sistema único de segurança, tirar Riocard das empresas de ônibus e criar Secretaria de Integridade

RJ1 entrevista Eduardo Paes; veja a íntegra Eduardo Paes, candidato do PSD ao governo do RJ, afirmou, em entrevista ao RJ1 desta quarta-feira (16), que vai criar um “Sistema Único de Segurança Pública”, defendeu a reunificação da gestão das polícias Civil e Militar e destacou que vai barrar indicações políticas para o comando de batalhões e delegacias. Paes assumiu o compromisso de “libertar áreas” do crime organizado. “Como governador, não vou ficar empurrando para o presidente da República, para o Supremo ou para o prefeito o problema da segurança pública no estado. Quem vai libertar áreas em São Gonçalo, no Complexo do Salgueiro, serei eu. Quem vai retomar territórios na cidade do Rio de Janeiro será o governador do estado; na Baixada Fluminense, no interior do estado.” O ex-prefeito prometeu ainda tirar o Riocard das empresas de ônibus. “Vamos acabar com a caixa-preta, como eu fiz na prefeitura”, disse. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Eduardo Paes é entrevistado no RJ1 Jéssica Araújo/g1 A série de entrevistas no RJ1 A Globo convidou os postulantes que atingiram no mínimo 5% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro. Agenda das entrevistas: Segunda, 14: Garotinho, do Republicanos (veja como foi); Terça, 15: Douglas Ruas, do PL (veja como foi); Quarta, 16: Eduardo Paes, do PSD. Sistema único de segurança Eduardo Paes (PSD) responde sobre segurança pública Paes prometeu criar um “sistema único de segurança pública” com a coordenação de diferentes forças. “Nós vamos criar o Sistema Único de Segurança fluminense, em que as forças municipais terão papel de [combater] roubos e furtos e policiamento ostensivo”, explicou. “Nós não podemos deixar isso virar uma grande bagunça. Daqui a pouco tem prefeito querendo botar Caveirão. Esse papel fica com a PM.” Paes defendeu reorganizar a gestão das polícias estaduais. “Hoje você tem uma Secretaria de Polícia Civil e uma Secretaria de Polícia Militar que não se falam e uma Secretaria de Segurança que não manda nem na PM nem na Polícia Civil. Nós vamos retomar a Secretaria de Segurança Pública com o comando unificado, com o planejamento, com ações integradas, porque é assim que devem funcionar as polícias”, detalhou. O ex-prefeito disse que vai abrir 20 mil vagas em presídios no estado. “Nós vamos fazer com que o sistema prisional funcione. Vamos abrir vagas para criar condições — aliás, com um presídio de segurança máxima digno desse nome, não com o Starlink [internet via satélite], como tinha no governo do PL.” Indicações políticas Eduardo Paes (PSD) responde sobre alianças políticas O candidato voltou a pedir “apoio a todos os políticos do RJ que entendem que há uma necessidade de reconstruir o estado”, mas afirmou que não vai aceitar indicações em cargos-chave. “Quero dizer a esses políticos que me apoiarem: meu governo funciona diferente. Vocês não vão nomear comandante de batalhão. Vocês não vão nomear delegado de polícia. Vocês não assumirão funções de Estado”, declarou. Paes disse que vai criar uma “Secretaria de Integridade”. “Vocês terão um governador que sabe fazer gestão, que sabe comandar, que sabe delegar sem largar. É assim que governo.” Operações policiais Questionado se a escolha do Salgueiro como primeira área a ser retomada seria uma decisão técnica ou política, Paes afirmou que a prioridade é técnica. Segundo o candidato, parte significativa da população de São Gonçalo vive sob o domínio do crime organizado. “Quando você tem uma cidade em que metade das pessoas vive sob o jugo do crime organizado, ela é uma ação fundamental”, afirmou. Paes afirmou que o Complexo do Salgueiro é estratégico por estar localizado entre a Baía de Guanabara e a BR-101. "Nós vamos agir naquelas áreas em que o crime criou um resort, um quartel-general", disse. O candidato ressaltou, no entanto, que a escolha de São Gonçalo como prioridade não significa que outras áreas dominadas pelo crime deixarão de receber ações. Ele citou os complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, o Chapadão e a região da Estrada de Madureira, em Nova Iguaçu, como locais que também deverão ser alvo de ações caso seja eleito. Paes lembrou que levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um argumento sobre a ADPF das Favelas. “Ela tinha muito mais um problema de narrativa do que de fato. Complexo de Israel não é uma favela. São áreas urbanas da cidade do Rio de Janeiro. A polícia nada fazia ali usando a ADPF, que era exclusiva para favelas”, disse. “O que eu levei ao esclarecimento dos ministros à época? Entramos juntos na ação para dizer: ‘Olha, mudem o tom dessa ADPF, porque virou desculpa e se criou uma sensação no Rio de que a polícia não age. E do outro lado, os bandidos estão achando que isso aqui virou resort. De fato virou”, prosseguiu. O ex-prefeito defendeu “um trabalho de investigação prévio, mais apurado” nas operações policiais. “Quando a gente fala de inteligência, é mais investigação, uma ação mais efetiva, fazer asfixia financeira. Isso não pode estar centralizado nas forças policiais. Você precisa de mais unidades espalhadas pelo estado. Não se pode fazer uma operação sem plano de ocupação para o dia seguinte.” Transporte público Eduardo Paes (PSD) responde sobre transporte O candidato afirmou que, se eleito, pretende reformular o sistema de bilhetagem do transporte público estadual e retirar das empresas de ônibus o controle sobre a arrecadação. Paes citou como modelo o sistema Jaé, implantado na capital, e disse que a prioridade será mudar a gestão da bilhetagem. “A 1ª coisa nos transportes é tirar o RioCard das mãos das empresas de ônibus, como nós fizemos na cidade do Rio de Janeiro. Nós vamos acabar com essa caixa-preta. É impossível tratar de subsídio com a raposa cuidando do galinheiro”, afirmou. Paes não apresentou um valor específico para eventual redução das tarifas. Segundo ele, qualquer definição sobre preços dependeria de uma análise mais aprofundada do sistema. “Desejos, todos nós temos. Vamos baixar para todos R$ 5, R$ 4,70? É óbvio que o meu objetivo é reduzir as tarifas”, disse. O candidato destacou o custo das viagens intermunicipais, especialmente no interior do estado. “O povo do interior sofre muito. Quem vai de Piraí para Volta Redonda está pagando R$ 18. De Carapebus para Macaé paga R$ 12. Isso é um absurdo”, declarou. Eduardo Paes (PSD) responde sobre dívida do estado Eduardo Paes (PSD) responde sobre educação Eduardo Paes (PSD) responde sobre áreas sob controle de grupos criminosos
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